Minha mãe tem 91 anos, tem Alzheimer e é cadeirante, porém, é muito divertida. Passa o dia inteiro folhando revistas, vendo lugares e pessoas bonitas, isso lhe deixa super contente.
Ela não se recorda dos nomes dos filhos, mas sente que são seus. Parece-me que vive com seus 40 anos pois, como toda italiana, se falarmos sua idade correta, somos xingados. Não se recorda do presente, mas sim, do passado.
Tudo isso é fase da vida e do distúrbio neurológico. O mais importante, porém, foi a convivência com ela, a calma para respondê-la prontamente a todos os instantes, sentar ao seu lado e assistir desenhos animados - que ela tanto gosta -, cantar músicas antigas... Enfim, não tem preço estar com nossos pais.
Cresci muito nesses 100 dias, aprendi mais sobre o respeito, a dedicação, a alegria, a confiança.
Autora: Márcia Regina.

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