Me lembrei do poeta. “De repente, não mais que de repente...” uma coisinha invisível bagunçou a nossa vida muito depressa e com grande impacto, o que nos fez sentir perdidos num primeiro momento. Não que não estejamos ainda, mas com o tempo (longo), e devagar, fomos mudando nossa rotina.
Depois de feitas e desfeitas as coisas costumeiras, começamos a mexer em gavetas, revendo fotos e cartas antigas. Revisitamos antigos sonhos cheirando a naftalina para ocupar o tempo, ainda desnorteados.
Muito tempo... Dá para refletir, e refletir, e refletir.
Para mim, o que importa agora é diferente do que importava
antes. Para muitos de nós, valores como família, amigos e o planeta como um todo (meio ambiente e o
imenso número de desvalidos), tiveram seu peso aumentado. A minha tão planejada reforma da cozinha ficou lá no fim da lista,
junto com o sapato novo que, aliás, descobri que nem preciso,
Beth Ferri
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